Crescer nos negócios é desapegar, mas sem deixar de amar

em 3 maio | em Sem categoria | por | com Sem comentários

* Em conversa com Fátima Rocha, uma referência de sucesso no mundo das franquias como franqueadora da rede MegaMatte, comecei a indagar por que temos tão poucas mulheres franqueando seus empreendimentos. Em minha consultoria, tenho um bom número de mulheres querendo comprar franquias, mas pouquíssimas franqueando suas marcas, mesmo compreendendo que esse é, sem dúvida, também um ótimo caminho para o crescimento e a expansão de sua empresa.
Algumas premissas norteiam o que faz uma marca ser franqueável, entre elas:
• Atuar em um mercado em constante crescimento, sendo que o crescimento de renda da população possibilita a nova entrada de novos consumidores;
• Não ser um modismo passageiro e estar consolidado no mercado local;
• Dominar a tecnologia necessária ao empreendimento, tendo experiência no mercado e não dependendo de terceiros para este crescimento.
A partir desta reflexão, e conversando com algumas mulheres empreendedoras, cheguei à conclusão de que suas empresas têm as premissas acima presentes. Entretanto, o que emperra o avanço da ideia de franquear seu empreendimento não é a barreira do investimento financeiro, mas a do investimento emocional.
Sim, mulheres enxergam seus empreendimentos como “filhos”, e permitir que os filhos cresçam é muito difícil. Muitas vezes chegam até a franquear sua marca, mas não avançam no processo de expansão, por entenderem que só elas sabem fazer da maneira correta.
Como mãe de quatro filhos, diria que só eu sei entendê-los e orientá-los. Mas espere aí, só eu mesma? Posso dar a eles o manual de conduta familiar, eles farão do jeito deles. No entanto, utilizando esse “manual” como referencial e contando sempre com minha “supervisão”, mesmo que, muitas vezes, a distância.
As nossas empresas e marcas são assim também. Para que cresçam, devemos nos desapegar de que só nós sabemos conduzir ou fazer. O modelo de franquia vem para nos ajudar ao desapego, mas não na falta de amor. Ao franquear seu empreendimento, ele ficará nas mãos de outras pessoas, mas dentro de uma legislação (a lei 8.955/94) que rege as regras e normas de sua “educação empresarial”.
Bem, pensando assim, é mais fácil franquear o seu empreendimento do que ver seu filho seguindo seu próprio caminhar, certo? Mais ou menos, pois esse sentimento de posse passa pela construção de uma empresa e, portanto, cabe a nós decidirmos qual caminho de crescimento será mais saudável para a empresa e também para nós.
Desapegar em amor é a regra para o crescimento diário, seja ele pessoal ou profissional. E você? Já pensou em franquear sua marca?
Grande abraço empreendedor.
Lênia Luz 
Diretora de Comunicação da da Aurelio Luz Franchising & Varejo
Sócia Fundadora do Empreendedorismo Rosa
* Texto original do Blog Mulheres Empreendedoras da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios onde ela é também colunista.

Lênia Luz

Lênia Luz é Sócia-fundadora e Diretora de Comunicação da Aurelio Luz Franchising & Varejo. Fonoaudióloga, psicomotricista e arteterapeuta; especialista em comunicação humana. Consultora especialista em Microfranquias pelo Instituto Tomodati/BID. Especialista em Empreendedorismo pela FGV/Goldman Sachs, através do projeto “10.000 Mulheres Empreendedoras do Mundo”. Participante da Oficina de Gestão e Empreendedorismo da UFPR. Certificada pela IFA International Franchising Association. Professora Titular do MBA em Empreendedorismo Feminino da UFSCar. Professora da Universidade Livre do Comércio, da Associação Comercial do Paraná e de Gestão Executiva de Bares e Restaurantes na Espaço Gourmet Escola de Gastronomia. Articulista e palestrante em eventos de franchising e empreendedorismo feminino. Criadora dos blogs “Empreendedorismo Rosa”, “Mundo das Franquias” e “Mundo das Microfranquias”. Colunista dos blogs/sites “Bolsa de Mulher”, “Mulheres no Poder”, “Revista + Mulher” e “Portal Webnews – Japão”. Colunista do blog Mulheres Empreendedoras, da revista PEGN – Pequenas Empresas Grandes Negócios.

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